sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

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"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos – e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso. "

.Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

é ela que me faz assim, descontrolada.

"Sucateados os pensamentos, o cansaço.
Amanhã é outro dia, amanhã é outro pensamento
amanhã é só manhã, e depois de amanhã quem sabe a noite te
encontro nos sonhos perdidos de alguém que você amou e desamou
pisoteou replantou porcamente e como última atitude humana e
puramente humana largou, cansou.

fodam-se as vírgulas a coerência, a inquietude."

Bianca Gonzales

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

its over.

http://www.youtube.com/watch?v=uwoCd96rKcc&feature=related

é desconcertante rever o grande amor
[...]

Um foda-se bem grande pra você

mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010


Carrego pra onde vou

O peso do meu som

Lotando minha bagagem


o Meu maracatu pesa uma tonelada de surdez

E pede passagem
Nação Zumbi


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Orlando's bar

Tão linda a noite ficou

pra sempre no palco dos meus sonhos

que dei a você

[...]
valeu a pena.

sábado, 2 de janeiro de 2010

who knows?

— É possível um rio secar completamente?
— Claro que é.
— Mas será que ele não enche depois? Nunca mais?
— Alguns sim, outros não.
— Mas nunca mais?
— Sei lá, acho que não.
— Você tem certeza?
— Certeza eu não tenho. Só estou dizendo que acho. Afinal não sou nenhuma especialista em matéria de rios, secos ou não.
— Sabe?
— O quê?
— Eu tinha esperança que o rio voltasse a encher um dia.”

. Caio Fernando Abreu in O Inventário do Ir-remediável .

na lua nova

[...]

Nunca foi tão fácil amar alguém.

[...]